sexta-feira, 10 de março de 2017

Chuva (Texto)

Ouço a água caindo no telhado
e rolando até cair no chão,
fazendo barulhos prazerosos ao meu ouvido.

Ouço o vento cantarolando e se divertindo como uma criança,
jogando as árvores pra lá e pra cá.

Essa sensação,
essa pequena sensação de um mundo inteiro ter parado,
mais parece uma nostálgia,
que invade o peito e a alma,
fazendo-me pensar na vida,
no sentido dela e o porquê de não chover todos os dias.

Me inclino na janela para observar a chuva
e ela está caindo calma e serena,
trazendo consigo uma imensidão de sentimentos indescritíveis.

A brisa molhada beija o meu rosto,
arrebatando-me para um lugar distante, irreal,
ou talvez não seja tão irreal assim,
talvez o que vivemos todos os dias que seja uma pobre ilusão de uma mente fértil.

Quando percebo todos os sentimentos se materializam em uma lágrima,
que rola pelo rosto e cai no meu peito,
uma lágrima inocente
sem razão aparente.

E de repente como num devaneio,
a chuva se vai e a lágrima seca
e volto a realidade ou talvez para a ilusão,
não sei, ainda não descobri.

-Debora Almeida Serra

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